No alto da colina vejo
Sombras azuis de árvores
Crepitando pálidas
Com a brisa lunar
Suas folhas balançam
Fazendo carícias sutis
No vão amor que resta
Deste mundo todo em mim
Ouvindo seus sussurros
Na minha mente vem
Perguntas enviadas pelo céu
Sem respostas mundanas
Meus anseios derradeiros
Pelo chão escorregam
Observo calada a tragédia
Do inexorável desfecho
O manto de lua que cobre
Meus pensamentos assim livres
Não vê senão a superfície
Da melancólica longa trilha
De olhos fechados contemplo
Belezas que não mais vejo
O enigma reverbera ao longe
O que eu fui, eu deixei de ser
Ou o que eu deixei
É o que eu ainda sou?
Nenhum comentário:
Postar um comentário